
"A arte é minha forma de conhecimento do mundo.”
(Lygia Pape)
Os anos 1950 caracterizaram-se por uma efervescência no campo das artes plásticas. É quando o concretismo chega a terras brasileiras, manifestando-se, sobretudo em São Paulo, com o Grupo Ruptura, e no Rio de Janeiro, com o Grupo Frente. Os grupos, porém, apresentaram diferenças. Os artistas do Ruptura eram concretistas. O Grupo Frente, agrupado em torno de Ivan Serpa, era misto. Segundo Ferreira Gullar (1999), este grupo era composto por maioria de artistas com tendência concreta, mas não obedeciam a um código estético rígido, tendo a geometria como um campo aberto a novas experimentações. Na realidade, a única coisa que eles rejeitavam era o “portinarismo” [1]